Miss Plus Size dá dicas de moda e diz: ‘A roupa certa te deixa mais segura’

Carla Manso abriu seu guarda-roupa para o EGO e falou sobre a dificuldade das mulheres mais curvilíneas para encontrar o visual certo.

Carla Manso posa para o EGo (Foto: Iwi Onodera / EGO)

Carla Manso posa para o EGO (Foto: Iwi Onodera / EGO)

Carla Manso, a atual Miss Plus Size Tamanhos Reais, deu o que falar, no começo do mês de março, ao ter fotos suas, completamente sem roupa, divulgadas na mídia. E a jornalista, que há alguns anos trabalha como modelo para grifes de moda plus size, abraçou de vez a causa de ajudar as mulheres curvilíneas a conhecerem e valorizarem mais seus corpos.

A loira abriu seu guarda-roupa para o EGO e montou alguns looks que, em sua opinião, ajudam a mostrar a sensualidade de suas curvas. Trabalhando há anos no mercado e dona de um blog onde troca ideias com outras internautas que estão acima do peso, o “Fatshion”, ela também deu dicas de moda.

Este slideshow necessita de JavaScript.

“O grande segredo para qualquer pessoa se vestir bem é conhecer seu corpo e valorizar o que tem de melhor. A maioria das gordinhas, principalmente, ainda não se conhece direito e por isso não consegue se vestir como gostaria. O meu corpo, por exemplo, é em formato pêra, maior nos quadris e pequeno em cima. Uso ombreiras, colares e brincos grandes, e acessórios como boleros e coletes para preencher a parte de cima do meu corpo e ficar mais proporcional. Como gosto das minhas pernas, uso shorts e saias mais curtos, para deixá-las à mostra”, diz.

Apesar de estar cada vez mais forte e presente na mídia, Carla admite que a moda plus size ainda está distante do dia-a-dia das mulheres que dependem dela e sofrem para encontrar tamanhos maiores nas lojas convencionais – que, em sua maioria, vendem peças até o manequim 46. Por isso ela lançou, em julho de 2011, uma loja virtual, a Best Size, onde vende peças para todo Brasil.

“Antes de virar modelo para as grifes plus size, tinha muita dificuldade em encontrar roupas, mas, de uns três anos para cá, acho que essa situação melhorou. Além de eu saber onde procurar, agora está mais fácil encontrar lojas que vendam roupas interessantes. O problema é que a maior parte delas fica em São Paulo… Quando percebi isso, resolvi abrir mão da minha carreira de jornalista e abrir a loja. Recebia diariamente no meu blog mensagens de pessoas perguntando onde achar as roupas que eu usava nas campanhas e reclamando que chegavam nas lojas e só encontravam roupas de senhora ou com número até 44, 46. Era uma necessidade, e agora posso ajudar essas pessoas e me ajudar também”, diz.

Carla Manso posa para o EGo (Foto: Iwi Onodera / EGO)Carla posa com vestido acinturado, um segredo
para destacar as curvas (Foto: Iwi Onodera / EGO)

Mesmo ganhando a vida com o negócio especializado na venda dos chamados “tamanhos especiais”, Carla acredita que o aumento deste tipo de loja não é a solução esperada pelas gordinhas e defende que as marcas tradicionais comecem a fabricar para este mercado.

“A gordinha não quer uma roupa feita especialmente para ela. Quer encontrar roupas que a valorizem nas lojas comuns, que podem encontrar com facilidade e bom preço. As lojas convencionais estão perdendo tempo e deixando de ganhar dinheiro, pois há muitas mulheres gordinhas que são ótimas consumidoras. Fora do Brasil, a situação não é assim. No fim do ano passado, viajei para Londres e Paris e comprei várias peças lá, em lojas nornais, com muita facilidade. Desde moda praia e íntima a casual e festa”, declara.

Vaidosa, Carla confessa que é consumista e gosta de ter muitas peças no armário. Além de gastar entre R$ 200 e R$ 500 por mês com roupas novas, ela também não joga nada fora: “Guardo peças de diferentes manequins, porque sofro do famoso efeito sanfona, diminuo e aumento com facilidade. Atualmente, estou vestindo 48, mas minhas roupas variam entre o 46 e o 50. Também tenho aquelas peças clássicas que sei que vão voltar à moda algum dia. As franjas, por exemplo, estão em alta e eu tinha uma jaqueta guardada no fundo do armário.”

Saisfeita consigo mesmo, Carla destaca, no entanto, que não incentiva as pessoas a serem obesas. Seu objetivo, segundo ela, é “alavancar a autoestima da mulher curvilínea”.

“Não faço apologia à obesidade. Só defendo que as pessoas têm que ser felizes com o corpo que Deus deu. Tem gente que engorda porque tem um problema de saúde ou emocional muito grande. Temos que saber nos aceitar, nos amar e nos respeitar acima de tudo. Tendo saúde, que é o importante, está tudo certo. As gordinhas têm que parar de se vestir para se esconder. Parar de usar roupas largas demais ou só escuras. Fiz isso na adolescência e fui sem graça durante muito tempo. Mulher bem vestida fica mais autoconfiante, e a roupa certa te deixa mais segura para tudo, até para se relacionar com os outros”, fala.

fonte: ego

Por: TED Editorial

Anúncios